Editorial
Carências
O fim de ano está aí. Mais um período que se encerra e que ainda deixa muitas questões pendentes e muitas possibilidades em aberto. Muitos temas tiveram suas resoluções, mas em contrapartida outros tantos ainda aguardam definições.
Entre muitos temas que geraram polêmica ao longo do ano, estão o Plano Diretor, o Conselho Tutelar e os presídios, tanto o possível novo como o velho.No caso do Plano Diretor, abordado como os demais assuntos também nessa edição, não há como negar que é um tema que, ano mais, ano menos, não irá parar de render polêmicas daqui para frente. A última envolve mudanças de zoneamento e aumento da extensão do perímetro urbano, e não deve chegar a nenhuma conclusão até o fim do ano.
Assunto complicado, pesado, que requer cautela em seus debates. Mas que também requer coletividade e não individualismo, além de exigir uma mente aberta a quem decidir se meter em tal embate.
Infelizmente, tudo parece que tem caminhado cada vez mais para o caminho oposto do entendimento e isso não é bom. Pôr à mesa os problemas e apresentar argumentos em conversas francas é o caminho ideal, mas nem sempre é seguido. Repetindo: infelizmente.
Já o presídio, bom, aí o buraco parece ser mais embaixo. Ou melhor, o problema pode se espalhar para os lados, para cima, e tudo mais, dependendo de quanto tempo se leve para entender que uma casa carcerária no Centro não é mais bem vinda – se é que algum dia foi.
Sim, há que se pensar em quem defende que a nova penitenciária não seja em áreas tidas como turísticas, isso também deve ser levado em conta. Mas é preciso uma solução rápida, urgente, ou o caminho será render o Centro aos perigos que tão impactante empreendimento traz e trouxe ao longo dos anos.
Por fim, o Conselho Tutelar. Como cobrar de um órgão de tamanha importância que execute seu papel de forma íntegra se não há as plenas condições para tal? Certamente é por essas e outras que o Conselho ainda não é bem visto na comunidade.
Independente de quem esteja no comando lá ou no Executivo, deve haver o consenso e o bom senso de entender que um Conselho Tutelar não é mais um escritório para acumular papéis, e sim para servir a comunidade. Mas, para servir, é preciso que antes todos entendam seu papel.
Claro que há coisas bonitas a festejar, já em clima de Natal. Para citar, uma delas é a inauguração da quadra de areia do Zatt, que proporcionará mais alegria para a criançada.