Passados nove meses de agonia e muita frustração, o torcedor do Esportivo voltou a comemorar uma vitória do time. No sábado, 18, o alviazul fez 2 a 0 no Brasil de Pelotas numa tarde que foi quente dentro e fora de campo. De positivo, a boa movimentação e o domínio do Esportivo na partida que terminou aos 73 minutos de jogo.
O jogador Cassiano foi o grande destaque. Ele deu o passe para o gol de Mauro, no primeiro tempo, e marcou após rebote do goleiro na segunda etapa. Além do atacante, o lado esquerdo do Esportivo esteve muito bem, com jogadas de triangulação entre Rafael Bittencourt, Raone e Felipe Athirson. Porém, o time do técnico Luis Carlos Winck ficou torto, realizando jogadas apenas por este setor. Desta forma, o lateral direito Deurick pouco chegava ao ataque.
O fato lamentável foi a violência gratuita entre os jogadores das duas equipes. Influência direta do árbitro Fernando Bertin, que não deu muitas faltas e não conseguiu coibir a violência na primeira etapa. Resultado: a partida terminou aos 28 minutos da segunda etapa com uma briga generalizada no gramado.
Amistoso em Venâncio
Hoje à tarde, o Esportivo vai até Venâncio Aires enfrentar o Guarani. O jogo inicia às 18h, no Estádio Edmundo Feix. O time da capital do chimarrão empatou duas vezes com o Brasil de Farroupilha, primeiro adversário do alviazul na Divisão de Acesso, e será mais um teste importante para a equipe de Winck. O zagueiro Ediglê deve retornar ao setor defensivo, já que foi poupado no jogo de sábado. O restante da equipe será a mesma que venceu o Brasil de Pelotas.
Direção não providenciou policiamento
O amistoso disputado entre o Esportivo e o Brasil de Pelotas apontou algumas falhas da diretoria do alviazul. Apesar de não ser uma partida oficial, o mínimo que se esperava da organização era a presença do policiamento ostensivo no local.
Dentro de campo a partida foi quente e acabou antes do tempo normal devido à troca de socos entre os jogadores das duas equipes. O problema poderia ter sido bem mais grave, caso os cerca de 200 torcedores tivessem decidido invadir o gramado. Não havia seguranças para evitar o acesso ao campo.
Foram contratados profissionais apenas para garantir a segurança do árbitro. A expectativa agora é de que, para o amistoso contra o Guarani de Venâncio Aires, a organização seja mais adequada e todos possam acompanhar o jogo até o seu final, sem maiores incidentes.
Semanário analisa o Esportivo
A reportagem do Semanário esteve analisando o desempenho do time do Esportivo no jogo contra o Brasil de Pelotas, na tarde quente de sábado, 18, no Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Os jornalistas Anderson Carpes e Daniel Isaia acompanharam criteriosamente a movimentação da equipe do técnico Luis Carlos Winck e trazem abaixo quais foram as suas impressões:
“Na vitória do Esportivo sobre o Brasil-Pel foi possível observar algumas carências, principalmente ofensivas. Jogar apenas com Rafael Bittencourt na armação deixou o time limitado e com poucas opções de ataque. Winck comete o mesmo erro do ano passado, quando treinava o Inter-SM: Felipe Athirson não é meio-campo. Mas reconheço que, pelo lado esquerdo, Raone apoiou com qualidade em jogadas de linha de fundo em parceria com Felipe Athirson. No entanto, faltou um companheiro para Deurick pelo lado direito. Na defesa, Dirlei apresentou segurança, embora tenha chegado com força desproporcional em alguns lances. Em três escanteios seguidos para o Brasil-Pel, os avantes concluíram sem marcação e por pouco não empataram a partida. Ainda falta um companheiro para Dirlei e este deve ser Ediglê, que ainda não vi jogar. No ataque, Cassiano é o titular absoluto da camisa 7. Já o centroavante Mauro, quando foi acionado, provou que é artilheiro. Por isso é imprescindível mais um meia pelo lado direito para municiar o ataque, melhorando assim o apoio com Deurick. São detalhes importantes que o Esportivo precisa corrigir antes do início da divisão de acesso”, Anderson Carpes, jornalista e narrador esportivo.
“Vou começar falando do que há de melhor: o lado esquerdo do time. Três jogadores de refinada técnica compõem o setor, transformando-o na principal arma do Esportivo. São eles: o lateral Raone, o meia Felipe Athirson e o atacante Cassiano. Os dois primeiros trocam passes e driblam com destreza para ultrapassar os marcadores, enquanto o centroavante protege a bola e domina com facilidade a área adversária – tanto para concluir quanto para conceder assistências.
O lado direito, no entanto, é o calcanhar de Aquiles desse time. A partida de sábado mostrou que o lateral Deurick ficou isolado, o que dificultou a continuidade das jogadas que ele tentava por aquele setor. Uma solução para esse problema poderia ser a aproximação do armador Rafael Bitencourt, que acabou caindo mais pela esquerda para encontrar a parceria do trio mencionado anteriormente. A defesa parece segura. Os volantes cobrem bem a subida dos laterais e os zagueiros são concentrados e eficientes. Falta a esse setor, no entanto, um pouco mais de tranquilidade para, ao roubar a bola, passá-la com mais qualidade ao invés de rifá-la tanto”, Daniel Isaia, jornalista e comentarista esportivo.
Da Redação: Marcelo Maciel esporte@jornalsemanario.com.br