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Produtores desenvolvem alternativas

Local segue inumeras regras de isolamento para evitar contaminação - Foto: Clarissa Dutra/Jornal Semanário
Local segue inumeras regras de isolamento para evitar contaminação - Foto: Clarissa Dutra/Jornal Semanário
Publicada em 18/02/2012.

O valor elevado de produção, somado ao baixo preço do produto e aos prejuízos causados pelas intempéries levam produtores de uva a optar por outras formas de investimentos, como fizeram os irmãos Bruschi, moradores de Monte Belo do Sul. Há pouco mais de um ano, eles construíram um aviário de matriz, sem abandonar a produção vitífera, e hoje estão satisfeitos com o investimento.

“Esse é nosso descanso do trabalho nos parreirais”, afirma o produtor que começou a estudar a ideia do aviário em 2010 e, no final de 2011, já completou o primeiro ciclo do empreendimento. “As galinhas vão baixando a produtividade e, quando chega em 50%, temos que trocar. Isso leva quase um ano para acontecer”, explica Olides Bruschi.

Na semana passada, o aviário recebeu um novo grupo de galos. Serão 1,7 mil galos para fecundar quase 17 mil galinhas, totalizando uma produção diária de 14 mil ovos diários. “A média é de um galo para cada dez galinhas. Eles ficam soltos no aviário, onde tem comida e um espaço mais reservado que as galinhas procuram para depositar os ovos. É um trabalho relativamente simples, porque só precisamos recolher os ovos. Mas é diário, todo dia é segunda-feira, não tem descanso”, destaca o empreendedor.

Parcerias

O novo empreendimento foi construído a partir de uma parceria com a empresa Nicoline e com apoio da prefeitura de Monte Belo do Sul e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Bento Gonçalves.

Segundo o secretário de Agricultura e Obras de Monte Belo, Tiago Lazzarotto, a prefeitura auxilia no processo de terraplanagem para a implementação de novos empreendimentos. “A maioria dos produtores buscam auxilio à viticultura. São poucos os que optam por outros cultivos, mas estamos investindo”.

Com apoio do STR, os empreendedores conseguiram um empréstimo financeiro do programa Mais Alimentos, desenvolvido a partir do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Se não fosse a ajuda do sindicato para conseguirmos o financiamento, não teríamos como fazer esse investimento. Nos bancos, o juro é muito alto. Conseguimos um prazo de até dez anos para pagar e os juros estão estabelecidos em 2% ao ano”, explica Olises Bruschi.

O trabalho no aviário é realizado de forma integrada com a empresa Nicoline, que fornece a ração e as galinhas. Em contrapartida, os irmãos Bruschi são responsáveis pela mão de obra e estrutura adequada.

Da Redação: Clarissa Dutra
regional@jornalsemanario.com.br

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