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Polícia fecha o cerco contra jovem

Suspeito continua foragido e polícia está à procura do jovem - Foto: Marcelo Maciel/Jornal Semanário
Suspeito continua foragido e polícia está à procura do jovem - Foto: Marcelo Maciel/Jornal Semanário
Publicada em 18/02/2012.

Desde quarta-feira, 15, o principal suspeito, que teve seu nome resguardado pela polícia, de ter atropelado e matado a advogada Eliana Nunes Bniatti é considerado foragido pela polícia. O advogado do suspeito, Luiz Gustavo Puperi, afirma que não entregará o seu cliente até que tenha o Habeas Corpus em mãos.

Puperi diz que não apresentou seu cliente na quarta-feira, conforme havia combinado com o delegado Becker, pois tomou conhecimento da prisão preventiva. “Eles não queriam ouvi-lo, somente prendê-lo. Meu cliente estava disposto a colaborar com as investigações, até entregou o carro, ou ele apareceu lá sozinho? Então a Polícia Civil e a Justiça dificultaram as coisas pedindo a prisão preventiva”, diz. Conforme Puperi, no mandado de prisão preventiva, decretado pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Rudolf Reitz, não constaria nem o nome do jovem, somente o proprietário do veículo. “Não foi divulgado quem realmente estava dirigindo o veículo. Que prendam o carro! Se a polícia quer prendê-lo, que faça a sua parte, eu não vou entregar ele!”, afirmou. O advogado entrou, na quinta-feira, 19 com um pedido de Habeas Corpus na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Porto Alegre, e espera que o resultado saia até a quinta-feira, 23, e afirmou que, no mesmo dia em que sair o Habeas Corpus, irá apresentar o seu cliente na 2ª Delegacia de Polícia (DP).

Polícia trabalha forte

O delegado Becker afirma que a sua equipe está procurando pistas sobre o paradeiro do suspeito. “Nossos agentes compareceram duas vezes na residência dele, mas ele não foi encontrado. Vamos continuar procurando até que ele seja preso”, afirma. Caso ele seja indiciado por dolo eventual (quando assume o risco de produzir o resultado), poderá receber uma pena de seis a 20 anos de reclusão, se for condenado.

Conforme Reitz, um dos motivos para ele ter decretado a prisão foi a falta de apresentação do jovem para depor. “Queremos que ele cumpra com suas obrigações para começarmos a esclarecer o caso”, disse o juiz.

Testemunhas que presenciaram o atropelamento já foram ouvidas na tarde da segunda- feira, 13. Quem presenciou o acidente poderá dar o seu depoimento na 2ª DP. Ainda, quem souber informações sobre o paradeiro do suspeito, poderá passar as informações anonimamente para a polícia.

O nome do suspeito está sendo preservado a pedido do delegado Becker, que teme uma reação popular.

Lembranças de uma pessoa querida por todos

“Eu já imaginava a grandeza da bondade da minha mãe, mas somente agora pude perceber o quão realmente  foi importante todo o trabalho que ela desenvolveu aqui”, revela Vinicius Boniatti, filho e companheiro de escritório da advogada Eliana Nunes Boniatti, que lembra de alguns momentos vividos com a mãe, e também avalia a falta que será sentida no meio jurídico. “Às vezes até brigávamos um pouco, porque ela atendia os clientes muitas vezes sem saber se iria receber algo em troca. A pessoa chegava aqui, contava toda a história dela e, somente depois de acabado, o processo é que ela falaria nos honorários. Com certeza, a população irá sentir a falta dela nesse aspecto”.

Segundo Vinicius, Eliana sempre estava à disposição quando era chamada pela Delegacia. “Os delegados ligavam para minha mãe, a hora que fosse, e ela prontamente se dirigia até a delegacia para atender o flagrante, acompanhando todo o processo, tratando igualmente o cliente que iria pagar R$ 10 mil e o cliente que não estava pagando”.

 O filho agradece o apoio de todos os amigos de Eliana, que ficaram de prontidão.

“Agora eu percebi como minha mãe escolhia bem os amigos dela, pois todos eles se mostraram solidários com a nossa situação”, conclui.

Amigos

Eliana sempre esteve rodeada de amigos, e fazia de tudo para que eles se sentissem bem. Eduardo Humberto Jaconi, que também foi atropelado pelo veiculo Golf que estaria em alta velocidade, de acordo com o delegado, afirma que Eliana sempre foi uma pessoa com uma força espiritual inigualável. “Ela sempre deu apoio à minha família, durante todos esses 37 anos que nos conhecemos”. No momento do acidente, além de Eduardo Eliana estava com a esposa dele Mara Castellarin Jaconi e o casal de amigos Marcelo Cavalcanti e Letícia Baldi. “Ela é amiga da minha esposa desde a fase da adolescência. Nesse grupo, saímos para jantar no mínimo três vezes por mês, éramos muito unidos”, revela.

Da Redação: Augusto Veber
policia@jornalsemanario.com.br

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