A indústria gaúcha parece estar começando a se recuperar da baixa produtividade registrada em 2011. Segundo números divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), as exportações totais em janeiro apresentaram elevação de 8,6% em relação ao mesmo mês no ano passado. Com o mercado em aquecimento, a produção industrial pode voltar a crescer.
Os dados divulgados pela Fiergs apontam que as vendas externas alcançaram uma soma de US$ 1,22 bilhão. Ao mesmo tempo em que a exportação aumentou, a importação registrou forte queda, de 28,2%, atingindo US$ 734 milhões. Dessa forma, o saldo da balança comercial no Rio Grande do Sul foi de US$ 485 milhões – o melhor desempenho desde 1996. Para o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, o cenário pode se manter estável, caso não ocorra uma piora, além do esperado, na estiagem que atinge o Estado. “Vale lembrar que a escassez de chuvas não prejudica somente o setor primário, uma vez que existem cadeias da indústria que utilizam essas mercadorias como insumos para a transformação, o que torna o custo de produção mais elevado e, consequentemente, prejudica as exportações”, explicou.
A Argentina ocupou a primeira posição como país que mais comprou do Rio Grande do Sul, um total de US$ 185 milhões, uma diferença de 29% em relação a janeiro do ano passado. Os principais produtos exportados ao vizinho sul-americano foram automóveis, tratores e colheitadeiras. Os Estados Unidos terminaram como o segundo parceiro, com mais 12% (US$ 82 milhões) – principalmente hidrocarbonetos e tabaco não manufaturado – seguidos da China, com 30% de crescimento (US$ 65 milhões) – especialmente de soja e pasta química de madeira.