Uma reunião realizada na tarde da segunda-feira, 13, praticamente selou a escolha da Marechal Floriano como a via a receber a rua coberta. No encontro, Executivo, Legislativo e entidades que representam os lojistas entraram em consenso para encaminhar a elaboração do projeto arquitetônico contemplando o trecho entre a General Osório e a Saldanha Marinho, abrangendo parte da praça Walter Galassi. O material deve ser cadastrado até 5 de março no Ministério do Turismo (MTUR).
Técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ipurb) realizaram, após a audiência do dia 9, análises em outros seis locais, para verificar a viabilidade de implantação da rua coberta. De acordo com dados divulgados pela prefeitura, nenhum deles apresentou condições de receber a obra de R$ 1,2 milhão – a contrapartida do município é de R$ 96 mil. “Avaliando as vantagens e desvantagens, essa é a rua que apresenta o maior número de aspectos positivos”, explica a secretária de Turismo, Ivane Fávero.
Visualização
Helenir Bedin, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves (CDL), afirma que, após a apresentação dos critérios técnicos que apontam a Marechal Floriano como o provável local a receber a rua coberta, os comerciantes estão na expectativa de conhecer a projeção visual do empreendimento. “Acredito que vamos ter uma visualização melhor de como vai ficar, precisamos desse projeto”, diz.
Segundo ela, a promessa da prefeitura é que isso aconteça em cerca de oito dias. “Se tivermos que sugerir mudanças, vamos sugerir”, adianta Helenir.
Os prós e os contras de cada rua analisada
A escolhida
Marechal Floriano (e partes da praça Walter Galassi)
Problemas: Não apresenta
Potencialidades: Área central; comércio local existente; área livre com largura suficiente para projeto; interligação entre pontos importantes da cidade; carga e descarga dos estabelecimentos comerciais existentes pelos fundos das edificações (eliminando os acessos de serviço pela área pública).
As outras vias avaliadas
Júlio de Castilhos (ao lado da praça Vico Barbieri)
Problemas: Área deslocada do centro principal; falta de comércio local; acessos de veículos (edificações particulares).
Potencialidades: Vegetação protuberante.
Cândido Costa
Problemas: Aclive/declive acentuado; estrutura para energia elétrica e de iluminação (postes) em posição intermediária da área do projeto; acessos de veículos (edificações particulares).
Potencialidades: Área central; comércio local existente.
Marechal Deodoro
Problemas: Acesso de veículos (edificação comercial particular); via estreita (sem ocupar a praça/Via del Vino/patrimônio histórico); bloqueio de pontos importantes da cidade (à noite, resultando em baixo fluxo de pessoas e permitindo acomodações indesejadas).
Potencialidades: Área central; comércio local existente.
Barão do Rio Branco
Problemas: Falta de comércio local; perda de grande área de estacionamentos; acessos de veículos (edificações particulares); bloqueio do trânsito principal (artéria principal); atualmente, é o local destinado para feira livre.
Potencialidades: Área central.
Félix da Cunha (ao lado da praça Centenário)
Problemas: rua sem saída; via sem ligação entre pontos importantes; aclive acentuado; acessos de veículos (edificações particulares); falta de comércio local.
Potencialidades: Proximidade da praça Centenário
Bairro Planalto
Problemas: Longe da área central da cidade; interrupção de artérias viárias principais (trânsito); inúmeros acessos de veículos (edificações particulares); falta de fluxo constante e intenso de pessoas; baixo índice de comércio adequado; ruas transversais (menores) estritamente residenciais ou institucionais; estrutura para energia elétrica e de iluminação (postes) em posição intermediária da área do projeto.
Potencialidades: Corredor gastronômico (à noite).