Entidades empresariais gaúchas protestaram na Assembleia Legislativa contra a proposta do novo salário mínimo regional. O projeto de reajuste foi encaminhado aos deputados pelo governo do Estado, e prevê um aumento de R$ 610 para R$ 700, um acréscimo de 14,75%. Fiergs, Farsul, Federasul, Fecomércio e FCDL entregaram na última quarta-feira, 8, um documento ao presidente da Assembleia, Alexandre Postal, formalizando o pedido para que a proposta não fosse aprovada.
As entidades garantem que o índice de reajuste do mínimo regional prejudica a competitividade da economia do Estado. Segundo o texto da carta, “cada voto favorável à proposta do Executivo será um voto contra o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, reduzindo as nossas chances de criação de novos empregos e de geração de renda para a sociedade”.
Proposta atinge 34 categorias profissionais
O índice concedido pelo governo ficou mais próximo do reivindicado pelas centrais sindicais (18,7%) do que pelo sugerido pelas entidades empresariais (7%). O projeto ainda incluiu categorias não representadas em acordos coletivos, como funcionários de bares, hotéis e similares. Com isso, 34 categorias profissionais poderão ter suas remunerações reajustadas caso a proposta seja aprovada na Assembleia.
Com o reajuste, o Estado pretende promover o desenvolvimento econômico a partir da distribuição de renda e da ampliação do consumo.