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Vitivinicultura: Novo preço mínimo é aprovado pelo CMN

A qualidade da fruta garante o pagamento dos novos valores - Foto: Daniel Isaia/Jornal Semanário
A qualidade da fruta garante o pagamento dos novos valores - Foto: Daniel Isaia/Jornal Semanário
Publicada em 11/02/2012.

Os novos valores do preço mínimo da uva foram aprovados nesta terça-feira, 7, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O reajuste considerou a inflação do ano, de 6,5%, e acrescentou um ganho real de 3,1% – totalizando um acréscimo de 9,6%.

O preço da uva industrial (isabel) aumenta de R$ 0,52/kg para R$ 0,57/kg. Os novos valores só serão aplicados para uvas que apresentarem, pelo menos, 15 graus Babo (quantidade de açúcar em cada 100g de mosto).

Os valores para a uva vinífera exigem uma qualidade superior do fruto. O produtor só receberá o reajuste se fornecer uvas brancas acima de 17 graus Babo, e uvas tintas com pelo menos 18 graus Babo.

Desacordo

Ao comparar a recente definição do preço mínimo da uva com o custo de produção, Silvério Salvati, empreendedor do enoturismo, se mostra preocupado. “Se o custo de produção está em R$ 0,65, como pode ser comercializado a R$ 0,57?”, questiona, ao explicar que essa definição deveria ser inversa. “Deveríamos lutar pelo preço máximo, o que auxiliaria para obter maior qualidade em todos os aspectos da produção vitícola até a produção dos vinhos”.

Para o produtor de uva Germano Fronza, não existem ganhos reais com a atual definição, apesar de o reajuste ter sido maior que a inflação. “Ficamos quatro anos com o preço em R$ 0,46. Enquanto o agricultor ganhar em centavos será ruim. Continuamos à mercê das grandes industrias e do Estado”, afirma.

Da Redação: Daniel Isaia
economia@jornalsemanario.com.br

Da Redação: Clarissa Dutra
regional@jornalsemanario.com.br

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