A situação dos moradores e produtores de Pinto Bandeira, que vinham sofrendo com a estiagem, está sendo amenizada com a precipitação de chuva que atinge o município desde o sábado, 4. Entretanto é preciso atenção, pois se continuar a chuva pode gerar mais prejuízos à safra 2012.
Dados da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) de Bento Gonçalves, mostram que a barragem Pinto Bandeira recuperou 0,26 metro com a precipitação do último final de semana e voltou a atingir o nível de 0,96 metro, saindo do nível de crítico, que é estabelecido em 0,8 metro.
“Essa recuperação nos dá mais tranquilidade, já não precisaremos distribuir água com caminhão pipa, por exemplo. Mas ainda é preciso que a população tenha atenção e evite o desperdício”, observa o gerente da Corsan, Claudio Ferreto.
O setor de meteorologia da Embrapa Uva e Vinho aponta 139 milímetros como a quantidade normal de chuva durante todo o mês de fevereiro. Mas apenas nos sete primeiros dias do mês já choveu aproximadamente 65% desse total. Os dados coletados até as 9h da manhã de terça-feira somavam um total de 90,2 milímetros de chuva em fevereiro na região de Bento Gonçalves, com variação em torno de 10% a 20% nos distritos.
Viticultura
Apesar da precipitação de chuva ser bastante esperada, ela também pode trazer problemas, como explica o engenheiro agrônomo da Emater Bento Gonçalves, Gilberto Salvador. “Até agora (terça-feira, 7) esse período de chuva foi realmente benéfica para a agricultura local. Os grãos puderam crescer um pouco, o que não vinha acontecendo com a estiagem”.
No entanto, se nos próximos dois dias o tempo continuar chuvoso mais prejuízos poderão ser registrados. “O parreirais absorvem muita água muito rápido, por isso alguns grãos poderão abrir”, afirma o agrônomo. Há também o risco do desenvolvimento de fungos. “A planta estava acostumada com bastante calor e agora com esse tempo úmido os parreirais podem desenvolver o fungo que gera a podridão dos pés. Mas não é a chuva que prejudica os parreirais, e sim o período em que não tem sol e chove pouco. Porque assim, aumenta a umidade do ambiente”, conclui Salvador.
Da Redação: Clarissa Dutra regional@jornalsemanario.com.br