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Dez dias pra ouvir a comunidade

Estudo sugere que licitação seja realizada em dois blocos - Foto: Tomaz Graciliano/Jornal Semanário
Estudo sugere que licitação seja realizada em dois blocos - Foto: Tomaz Graciliano/Jornal Semanário
Publicada em 01/02/2012.

Além da audiência pública realizada na segunda-feira, 30 de janeiro, a comunidade de Bento terá mais uma oportunidade para colaborar com o processo licitatório que irá definir a empresa ou as empresas que prestarão o serviço de transporte coletivo urbano. A expectativa da prefeitura é abrir licitação entre março e abril. Apesar do estudo realizado apontar diretrizes e sugestões, as definições sobre as particularidades da licitação serão definidas a partir de agora.

Até a sexta-feria, 10, a secretaria de Mobilidade Urbana recebe sugestões, manifestações ou críticas da população, que serão analisadas pela equipe da secretaria que trata do assunto, pela empresa que prestou consultoria e pelo Conselho Municipal de Trânsito (Comtran).  

Com as sugestões da comunidade analisadas  – e aprovadas as que forem pertinentes – será dada continuidade ao processo licitatório. “Provavelmente teremos mais uma audiência pública para consolidar a licitação”, destacou o secretário Heber Moacir dos Santos.

O estudo

Para um público de aproximadamente 50 pessoas, o arquiteto da RS Arquitetura, Planejamento Urbano e Assessoria em Trânsito Ricardo Schiavon apresentou durante a audiência o estudo realizado pela empresa e as sugestões que poderão ser consideradas no momento da licitação.

Schiavon destaca que a licitação poderá prever dois blocos, o que contemplaria as duas empresas que hoje atuam no município, Santo Antônio e Bento Transportes, sendo que uma atenderia o parte norte do município e outra a parte sul.

A empresa também sugere  a divisão das linhas em cores dentro de seis eixos principais que cortariam a cidade – um sétimo eixo estaria previsto após a implantação do corredor moveleiro que ligaria cerca de 250 empresas de móveis.

Com estas mudanças, a intenção é diminuir o tráfego de ônibus no centro e reduzir a chamada capilaridade, ou seja, as linhas que dão voltas no interior dos bairros e fazem com que os roteiros se tornem longos e demorados. “Ninguém está afim de fazer turismo ou ficar passeando de ônibus”, avaliou.

Outros pontos a serem atacados com o novo sistema de transporte coletivo é o tempo de espera na parada e o tempo de deslocamento a pé para chegar até a parada. “O ideal é termos uma parada a cada 500 metros”, disse Schiavon.

Um dos pontos fundamentais avaliados é a integração de ônibus. Segundo o levantamento, cerca de 20% dos passageiros de Bento pegam mais de um ônibus para chegar aos seus destinos e pagam duas passagem. Com a integração tarifária isso não seria necessário.

Além disso, a empresa recomenda que a idade máxima dos ônibus seja de 15 anos e a média se mantenha em 7 anos. “Com isso, a empresa poderá ter ônibus com até 15 anos, mas precisará ter mais veículos novos”, destacou o arquiteto.

Também foi sugerido que a indenização para as atuais concessionária, caso haja outra empresa vencedora, seja paga por quem ganhe a licitação.

Como colaborar

As sugestões poderão ser protocoladas na secretaria, situada na rua 10 de Novembro, n° 190/bloco 3, ou enviado para o endereço eletrônico mobilidadeurbana@bentogoncalves.rs.gov.br.

Da Redação: Tomaz Graciliano
politica@jornalsemanario.com.br

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