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Está comprovado?

Publicada em 25/01/2012.

Se ainda não está comprovado é porque não interessa a algumas pessoas – quiçá a muitas – essa comprovação. Pois neste domingo, no jornal ZH, páginas 4 e 5, o engenheiro Mauri Panitz, consultor de trânsito (presta serviços de consultoria para concessionárias de rodovias), ex-professor universitário, teve uma entrevista sua publicada, juntamente com ampla matéria sobre a REDUÇÃO DAS MORTES EM ESTRADAS. Sob o titulo “2011 registra menos mortes em estradas”, a matéria apresenta alentadoras estatísticas sobre acidentes e mortes verificadas nos anos de 2007 a 2011. Os números apresentavam o crescimento preocupante nas mortes. Em 2009 foram 811 mortes; em 2010, 1023 e em 2011 houve a queda para 949. Houve  o aumento fantástico de 6,6% na frota de veículos de 2009 para 2010. Já em 2011 a frota atingiu 5 milhões de veículos no Estado do Rio Grande do Sul, praticamente um veículo para cada dois habitantes. E agora a explicação para essa redução no número de mortes, mesmo com o crescimento da frota e no de acidentes (foram 26.449 em 2010 e 27.609 em 2011). A matéria jornalística diz que foram TRÊS FATORES fundamentais para a redução das mortes: melhoria nas condições de trafegabilidade e sinalização das estradas; fiscalização mais rigorosa (mesmo com os pardais desativados, vejam só!) e renovação da frota (obviamente, veículos mais novos, mais modernos são mais seguros em caso de acidentes). Segundo o engenheiro Panitz os três fatores são: o FATOR VEICULAR, o FATOR HUMANO e o FATOR VIÁRIO-AMBIENTAL. Afirma ele que fez um plano para as concessionárias de rodovias do Estado, sugerindo medidas primárias de segurança no trânsito que foram paulatinamente adotadas. E essas medidas são simples, basilares, senão vejamos: melhoria na sinalização, terceiras pistas, melhoria nas interseções, melhorias nos acostamentos e colocação de milhares de metros de defensas. No tocante aos outros dois fatores, Panitz destaca a tecnologia dos automóveis e a fiscalização. Pois isso tudo tem sido alvo de incontáveis artigos e colunas que escrevi ao longo do tempo. A RS-122, rodovia pedagiada pelo Governo do Estado (não é concessionária privada), teve boa parte do trecho entre Rincão do Cascalho e São Vendelino recuperado. E já se vão dois, três, quatro meses, sei lá!, que isso foi feito. Mas a SINALIZAÇÃO DA RODOVIA inexiste. Ou é muito abaixo de precária. O Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 88, diz que uma rodovia (ou rua urbana) só pode ser entregue ao tráfego após DEVIDAMENTE SINALIZADA. Na prática, porém, isso é solenemente ignorado pelas chamadas “autoridades competentes”. Será que deve morrer a mãe de alguns dos “responsáveis” para que eles criem vergonha na cara e CUMPRAM A LEI? SINALIZAÇÃO DAS RODOVIAS É PEDIR MUITO em troca do turbilhão de impostos que pagamos? A quem, afinal, devemos ou podemos apelar? Por enquanto, só nos resta apelar à proteção DIVINA. Até quando Ele nos ouvirá? Até quando os “responsáveis” farão ouvidos de mercador?

Por Antônio Frizzo, economista

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