O setor moveleiro mantém a expectativa de que, em até 40 dias, o governo federal defina se concede ou não a suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), hoje fixado em 5%. A medida é tida como crucial pela Associação das Indústrias Moveleiras do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) para que as empresas do ramo possam se recuperar de 2011, um ano considerado de estagnação.
O presidente da entidade, Ivo Cansan, destaca que a ação permitiria a retomada do desenvolvimento. “Estamos perdendo tempo dinheiro e espaço. Precisamos que o governo entenda nossa situação”, ressalta.
Ainda de acordo com Cansan, a proposta atualmente, está em análise junto ao Ministério da Fazenda. Até agora, entretanto, não há garantia nenhuma de que o benefício seja concedido. “Certeza não temos nenhuma, por isso só poderemos falar em otimismo quando isso se confirmar”, pondera o empresário.
Os dados da Movergs mostram que na suspensão do IPI aplicada pelo governo entre 27 de novembro de 2009 a 31 de março de 2010, o crescimento registrado pelo setor foi de 13%. Se fosse retomado, Cansan acredita que os reflexos ao consumidor final seriam instantâneos. “No outro dia, os preços reduziriam, mesmo no caso das mercadorias já em estoque, em que isso seria convertido em créditos de IPI”, explica.
Fiergs apoia reivindicação
Ainda no discurso de posse, em dezembro, o novo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, comunicou que, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, ele apresentou algumas demandas dos moveleiros. Entre elas, estava o pedido de isenção do IPI dos móveis pelo prazo de seis meses.
Da Redação: Jorge Bronzato Jr. redacao@jornalsemanario.com.br