A safra de uva 2012 terá uma forma diferenciada de definição do preço mínimo a ser pago aos produtores. Ainda que não tenha sido oficializada pelo governo, a nova tabela para estipular os valores pelo quilo da fruta terá como fator determinante o grau de açúcar verificado nos cachos.
O menor valor, fixado em R$ 0,57 para a variedade Isabel, será o preço de referência para grãos com 15 graus babo – unidade adotada para medir a quantidade de açúcar encontrada em cada 100 gramas de mosto. A fórmula também será utilizada para estabelecer o valor de uvas que estiverem com graduações abaixo desse índice: com 14 graus, cai para R$ 0,54; com 13 ou menos, fica nos mesmos R$ 0,52 pagos na última safra.
O objetivo da mudança, segundo o coordenador da Comissão Interestadual da Uva (CIU), Olir Schiavenin, é tornar o produto mais competitivo, fazendo com que, cada vez mais, a qualidade prevaleça sobre a quantidade. “Essa é uma realidade que vemos em qualquer setor, em que a qualidade reflete no preço. Não é que o produtor não saiba produzir com qualidade, mas ele precisa ser recompensado por isso”, destaca.
Schiavenin reconhece que os problemas climáticos, como o recente granizo que atingiu plantações, podem ser um obstáculo para a colheita, mas não vê motivo para temor. Ele diz, ainda, que há chances de que esta safra supere em qualidade a de 2005, tida como a melhor dos últimos anos. “Se o tempo não colaborar agora na maturação, podemos sentar e usar o bom senso. Mas, sejamos sinceros, não podemos mais jogar a culpa só no clima”, completa.
Da Redação: Jorge Bronzato Jr. redacao@jornalsemanario.com.br