Que se manifeste quem nunca participou de um arraiá. No mês que a igreja celebra Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo, a cultura popular se mistura a religiosidade e assim transcorre uma das festas que podem ser visto desde a região Sul, até o Norte do País, os festejos juninos.
Na história cristã a tradicional fogueira que simboliza o nascimento de João Batista, por sua vez no folclore popular simbolizam a alegria por meio das chamas.
Em Bento como não poderia ser diferente, o sexto mês do ano teve o colorido dos vestidos cheios de babados e rendas, as roupas remendadas, os chapéus de palha, contando ainda com as trovas, músicas e estórias que perduram na cultura popular, e em meio a muita pipoca, pinhão, amendoim e quentão colégios e clubes fizeram a festa.
E o xadrez que há pouco tempo era tido como sinal de simplicidade, hoje em dia tem ares de moda e esteve presente nas festas que prometem continuar até o fim do mês de julho, estendendo assim ainda mais essa festividade.
O que não pode faltar em uma festa junina...
Com muita animação os ambientes tomam aspectos de roça, com bandeirinhas suspensas que junto a balões avisam que o arraiá está montado, e que as barquinhas cheias de guloseimas tendo como ingredientes milho, amendoim, pipoca, cocadas (de acordo com cada região), e como não poderia faltar o saboroso quentão, estão prontas para matar a fome.
A base de músicas típicas, forrós, xotes e xaxados, casais entram no ritmo da dança da quadrilha, e encenam os casamentos caipiras, ao mesmo tempo que os mais corajosos andam nas brasas das fogueiras, enquanto outros ficam nas tendinhas dos jogos, como pescaria, argolas, palhaço e em algumas regiões ainda tendo o tradicional pau-de-sebo, sem falar na temida cadeia e na concorrida barraca do beijo.
Se você não participou de uma festa junina ainda esse ano, corre dá tempo. Aproveita!