Cada um possui um campo de visão, percebe de uma forma, possui suas crenças, tem seu olhar. Muitos se restringem às suas percepções, seus credos, tem seus limites. Frente a isso podemos nos perguntar: qual é meu objetivo como pessoa? Ou qual o objetivo da minha empresa, como marca? Restringir ou ampliar?
Schopenhauer (1788-1960) afirmava que a versão de mundo que nos pertence é cercada por versões e experiências limitadas, de uma vasta vontade universal, aonde a minha vontade é apenas mais uma vontade. “Assim, a versão que cada ser humano possui do mundo não inclui coisas as quais não percebeu, nem vontades que não foram incitadas, ou não se manifestaram. Desta forma, cada um tomará os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo.” (O Livro da Filosofia, de Will Buckingham)
Hoje, nosso campo de visão foi ampliado pelas tecnologias, pela construção de saber compartilhada, permitida através de tantos recursos como livros, sites, trocas pessoais ou virtuais estendidas.
E o mesmo vale para as empresas e para as marcas. Quais são os limites de uma marca? Não podem ser as paredes que cercam as salas de seus executivos. Os campos de visão, os horizontes precisam ir além, invadir. Mas para isso as empresas precisam querer.
As marcas podem chegar até quem às consome, entender como elas vivem, no que acreditam, o que desejam. Os gostos vão além, as vontades, as decisões de compra também. Ainda mais num mundo de tanta mudança, tanto compartilhamento, tanta emoção que nos cerca!
Limites limitam... tudo: os relacionamentos, as vendas. Amplie os horizontes.
Ter sensibilidade, ouvir o mercado, dedicar-se às suas vontades. Romper nossos limites, abandonar nossas verdades. E buscar o ideal, não para nós indivíduos, mas para quem atendemos!